terça-feira, 18 de junho de 2013

Saxitoxina



Origem: Alexandrium tamarense
A saxitoxina é uma das substâncias mais tóxicas já conhecidas pelo homem — uma dose de apenas 0,2 miligramas pode matar um homem. A toxina é produzida por uma série de algas planctônicas microscópicas como o Alexandrium tamarenseGymnodinium catenatum, e Pyrodinium bahamense. Essas algas, por si só, não costumam afetar os seres humanos. Os problemas surgem quando elas são consumidas por moluscos, que concentram a substância em seu corpo e a transmite aos homens quando são consumidos na forma de comida.
Quando isso acontece, os seres humanos sucumbem rapidamente aos seus efeitos, que bloqueiam a passagem do sódio pelas membranas dos neurônios.  A mucosa bocal é amortecida em menos de 30 minutos e, logo em seguida, os sintomas evoluem para formigamentos pelo corpo, fraqueza muscular e vertigem. Em menos de 3 horas a pessoa pode morrer por causa da paralisia. Não existe cura, mas um homem pode sobreviver a seus efeitos com a ajuda de respiração artificial.
A substância pode ser usada como arma biológica dessa, forma, pode ser até mil vezes mais tóxica do que gases sintéticos como o Sarin. Seu efeito é tão conhecido, que diz-se que a toxina é carregada por agentes  secretos na forma de cápsulas, para consumir caso sejam capturados pelo inimigo.

Estricnina



Origem: Strychnos nux-vomica
A estricnina é um pó branco, sem odor e cristalino, que pode ser absorvido pela boca, respiração ou misturado em uma solução e aplicado em injeções. A substância é um veneno poderoso, e mesmo doses pequenas podem levar à morte.
Os sintomas aparecem depois de 15 a 60 minutos da intoxicação. A substância impede a operação própria dos químicos que controlam os sinais que são emitidos pelos neurônios aos músculos, levando a fortes espasmos. A morte pode acontecer por asfixiam por causa da dificuldade de respiração.
A estricnina é extraída da planta Strychnos nux-vomica, encontrada no sul da Ásia e Austrália. A substância foi sintetizada no século XIX, mas as propriedades venenosas da planta já eram conhecidas antes disso. Hoje, a principal aplicação da substância é como pesticida, para matar ratos.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O veneno natural mais potente do mundo pode estar no seu quintal.

ricina é uma proteína encontrada exclusivamente no endosperma das sementes de mamona, não sendo detectada em nenhuma outra parte da planta. A concentração dessa proteína na semente pode variar entre diferentes genótipos, tendo sido detectados teores de 1,5 a 9,7 mg/g em 18 acessos de um banco de germoplasma dos Estados.
Ela é a principal responsável pela toxidez da torta de mamona e está entre as proteínas de maior toxidez conhecida pelo homem. Trata-se de uma proteína com duas subunidades de aproximadamente 34 kDa que biologicamente possuem diferentes funções.
ricina se classifica como uma lectina, ou seja, uma proteína que tem um sítio receptor específico para um açúcar ou uma unidade de oligossacarídeo; pertence à família das lectinas A-B, isto é, composta por duas subunidades, uma delas com atividade enzimática e a outra com um sítio de ligação específica ao açúcar galactose, exercendo seu mecanismo de toxidez através da inativação dos ribossomos.
A unidade A da ricina pertence a uma classe de enzimas conhecida como proteínas inativadoras do ribossomo (RIC, em inglês). Normalmente essas proteínas não apresentam toxidez, pela incapacidade de penetrarem na célula e atingir os ribossomos; estão presentes em produtos largamente ingeridos na alimentação humana, como gérmen de trigo e cevada. No caso da ricina, esta subunidade A se encontra ligada à subunidade B, que se liga à parede celular e permite a entrada da subunidade A por endocitose para o citossol e promove a morte da célula por inibição da síntese protéica.
Na área médica a ricina tem se destacado entre um grupo de proteínas tóxicas que vêm sendo usadas com o objetivo de matar células indesejadas (células cancerígenas). Para chegar ao alvo, a toxina é ligada a um anticorpo que reconhece especificamente a célula que se deseja eliminar, possibilitando que a ricina penetre a célula e provoque a toxidez. Esta toxina também chamou a atenção ao ser usada criminosamente para o assassinato do jornalista búlgaro Georgi Markov, em 1978, na cidade de Londres.
O óleo de mamona não possui ricina, pois toda a proteína da semente permanece na torta após o processo de extração, até mesmo porque essa proteína é insolúvel em óleo.
Curiosidade:
Em fevereiro deste ano, uma carta contendo ricina foi encontrada no Senado dos Estados Unidos. A ricina, um veneno mortal que causa problemas respiratórios, febre e náusea, é uma proteína inativadora de ribossomos, ou RIP, sigla em inglês para ribosome-inactivating protein. Da mesma forma que a abrina e a pulchellina, a ricina é estudada como possível substância ativa de medicamentos, mas também pode ser usada como arma química. Em 1978, durante a Guerra Fria, Georgi Markov, escritor e jornalista búlgaro que vivia em Londres, morreu após ser atacado por um homem que injetou ricina em seu organismo. Há relatos de que a substância também foi usada na Guerra Irã-Iraque, durante os anos 80.

Baiacu - delicioso e fatal.

Todos os anos, cerca de cinco pessoas morrem – e muitas outras são internadas – por causa do veneno de um dos peixes mais controversos da culinária mundial: o baiacu (ou Fugu, aquele mesmo que pode se inflar para espantar os inimigos). As mortes acontecem porque o peixe (considerado o segundo vertebrado mais venenoso do mundo) pode liberar Tetrodotoxina (uma neurotoxina 1.200 vezes mais mortal que o cianeto).

A substância não é fabricada pelos baiacus, mas por bactérias que ficam alojadas nos peixes. E elas podem ser espalhadas por todo o corpo do animal – desde as escamas até o fígado. O veneno encontrado em um deles pode ser o suficiente para matar 30 pessoas. Segundo o io9, mesmo com toda essa força, a morte causada pela Tetrodotoxina não é indolor, apesar de ser rápida.
Nos primeiros instantes, lábios e dedos começam a amortecer e apresentar espasmos (nesse ponto, ainda existe tempo de chegar ao hospital para um internamento emergencial). Depois começa a fraqueza muscular e surtos de diarreia e vômito até que os espasmos começam a ser percebidos também nos pulmões. Muitas vítimas sofrem parada respiratória enquanto ainda estão conscientes. A morte vem logo em seguida.
Há casos também de "zumbificação" das vítimas. A Tetrodotoxina pode encontrar em sintonia com outras neurotoxinas e fazer com que o corpo seja completamente paralisado, fazendo com que a pessoa apenas pareça morta. Depois as funções cerebrais voluntárias são retiradas e a pessoa torna-se um cadáver que pode se mexer, mas não sabe o que está fazendo.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/biologia/18611-como-e-a-morte-por-veneno-de-baiacu-.htm#ixzz2WXA8HyEU

Solífugos (Solifugae)

Não muito conhecida da população em geral, a ordem dos invertebrados solífugos é composta por animais chamados de “falsas aranhas” ou "aranhas-camelo", já que são similares em aparência aos aracnídeos, mas pertencem a outra classificação.
Mais facilmente encontradas em desertos, algumas espécies podem crescer a até 30 cm – o que faz com que os solífugos sejam protagonistas de várias lendas urbanas sobre seu tamanho e potencial para matar. O que assusta neles é só o tamanho: sem peçonha, as "aranhas-camelo" atacam com mordidas que infeccionam facilmente, mas quase não levam à morte.

Os mais perigosos animais - 4/4

Águas-vivas trazem receio por natureza, mas o medo é grande só de imaginar em se deparar com uma dessas. A espécie gigante aparece em várias fotos que circulam pela internet, já que a recordista mundial até agora tem um diâmetro de 2,3 metros e tentáculos de quase 40 metros. Mas ela é rara: só habita águas geladas do Ártico, Atlântico e Pacífico Norte.

Os mais perigosos animais - 3/4

Não confunda com os peixes-pedra, comuns em litorais brasileiros. Esses aqui são os peixes mais venenosos do mundo – e suas estocadas causam envenenamento e até a morte, se não forem tratadas. Normalmente, o contato acontece quando alguém pisa no animal, cujo veneno fica na espinha dorsal.
Confundidos facilmente com pedras ou corais, eles sobrevivem até um dia fora da água. O remédio para acidentes com o bicho é o segundo mais administrado na Austrália.